
Não poderia ir dormir sem antes contar para vocês o que aconteceu esta noite. Com certeza, uma das noites que mais rimos nos últimos tempos. Imaginem seis personagens: um inglês (Ashley, do país de Gales), dois colombianos (Eric e Magda), um belga (pra variar, não me lembro o nome, mas fala inglês, francês, espanhol e português) e nós dois, Fernanda e Heitor, falantes multilingues...
Até hoje, eu achava que meu inglês não era tão bom assim, mas descobri que um inglês bêbado não consegue ser entendido por ninguém mesmo. Ashley é nosso Mister Bean, totalmente maluco, desajeitado, quando bêbado fala alto pelas ruas do Leblon dando a maior bandeira "Eu sou gringo!"...
Fomos tomar cerveja aqui perto e a mesa logo se tornou uma torre de Babel, como disse Magda. Enquanto as perguntas eram feitas em uma língua, a resposta vinha em outra, e os comentários em uma terceira língua... Quem estava em desvantagem era o Ashley, nosso Mister Bean, que só fala inglês e às vezes inventa palavras misturando sílabas de várias línguas. Indecifrável.
O tema das conversas na mesa de bar não fogem de serem as mesmas: assuntos que não tem outra função senão falar besteira.
Como o Ashley estava muito bêbado, tentei traduzir para ele a famosa frase brasileira "C* de bêbado não tem dono". Ele fingiu que não entendeu mas todos
cairam na gargalhada.A Magda, colombiana, é muito simpática e alegre, divertida, entende bem português e francês mas diz ter dificuldades para falar. Eu fiquei feliz ao saber que conseguia transitar entre todos esses idiomas da torre de Babel bêbados, entendendo as piadas e dando muita risada. Afinal, se uma palavra ou oura era perdida, o contexto era suficiente: o assunto era falar besteira, trivialidades, diferenças culturais e regionais, temas típicos de mesa de bar que são universais.
Na volta para o hostel, Ashley e Eric queriam procurar outro bar. Nem deu tempo de ver para onde eles foram, sumiram... ficamos preocupados, tentamos fazer uma busca nas redondezas, afinal já eram 0:30. Apesar de ser um bairro muito tranquilo, Ashley fala em inglês muito alto pelas ruas, chama muita atenção.
Espero que voltem bem para o hostel. The drunk's ass has no owner... por que será que ele não entendeu?
Com o belga, pude conversar bastante em francês e fiquei muito aliviado em poder entender a língua.
O problema do Ashley é que ele é de Gales, come um monte de letras quando fala e quando está meio alto da bebida, tudo fica pior. Mas me senti tranquilo também co
m meu pobre inglês, que não me fez perder nenhuma piada da noite.Amanhã, iremos até o arpoador para uma feira hip. Já convidamos os gringos para irem com a gente. São muito divertidos e nos fazem rir muito.
Agora, a Fernanda já foi dormir, vim aqui só para registrar esse momento inesquecível.
Se estivéssemos em um hotel comum, não teríamos nos divertido tanto. A diversidade cultural e lingüística desta noite valeu para temas de muitas discussões para o futuro.
Perguntei ao belga o que ele achava do meu francês. Ele disse que não acreditava que eu nunca havia ido à Europa, que meu francês era impecável, com pronúncia parisiense e tudo o mais. Fiquei tão feliz que ganhei mais segurança para soltar o verbo.
bom, amanhã tem mais. aguardem...
tá muito divertido aqui, espero que vcs curtam tanto quanto a gente.
Beijos
Heitor (e Fer, dormindo)
5 comentários:
Que legal gente! Um intensivo de inglês, francêis e espanhol, tudo junto ao mesmo tempo. Essa viagem está sendo inesquecível pra vcs. Divirtam-se e vamos ver o que mais acontece com dois caipiras e um monte de gringo perdidos no RIO. É a nossa novelinha diária. beijos pra todos.
Que legal gente! Um intensivo de inglês, francêis e espanhol, tudo junto ao mesmo tempo. Essa viagem está sendo inesquecível pra vcs. Divirtam-se e vamos ver o que mais acontece com dois caipiras e um monte de gringo perdidos no RIO. É a nossa novelinha diária. beijos pra todos.
Adorei essa idéia do Blog. Pena que nõa vou ficar perto de vcs.
É isso aí gente.
Bj.
Xane.
Vejam se hoje vão no centro, tomar um lanchinho master na Confeitaria Colombo, gente. Na verdade, o centro (R. Gonçalves Dias, 35) não funciona domingo, mas o Café do Forte sim, no Forte de Copacabana, até as 20 h.
Bj.
Esqueci de dizer: fundada em 1894 a Colombo.
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